Às vésperas da noite de natal, uma notícia mexeu com o universo futebolístico: Milan e Atlético de Madrid haviam chegado a um acordo, e trocariam Alessio Cerci e Fernando Torres. Italiano voltando à Bota, espanhol retornando à Madrid - ambos por empréstimo de 18 meses.
Contudo, negociação não foi simples e se estendeu até este sábado (27). Parecendo ou não, existem coisas a mais neste troca-troca europeu. Vamos aos lados da moeda, "prevendo" o futuro de todos.
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| Após sete anos, Torres volta ao Atléti (foto: Reprodução) |
Milan
Para os milanistas, transação não poderia ter sido melhor. Reserva e ostentando alto salário (que clube seguirá pagando, é verdade), Fernando Torres nunca chegou a convencer Pippo Inzaghi - apesar de, sim, ter tido alguns momentos interessantes. Cerci desembarca em Milão (leia Dubai) com status de titular, considerando que, em janeiro, Honda disputará a Copa da Ásia e desfalcará os rossoneri. Entretanto, com mudança de variações, a dupla pode conviver no onze inicial. Algo não tão provável, levando em conta a proposta e aspectos perseguidos por Inzaghi.
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| Clique na imagem para ampliar Duas variantes: 1º, 4-1-4-1/4-3-3 sem Honda; depois, 4-4-1-1/4-2-3-1 com japonês |
Cerci
Subutilizado e descartado por Simeone, italiano só jogou uma partida inteira em quatro meses. No total, 249' em campo, um gol, uma assistência e uma expulsão. Sem apresentar bom futebol, já não suportava e queria retornar à Itália (não ao time de Berlusconi). Basicamente, fracassou feio. Aos 27 anos, improvável que tenha outra oportunidade neste nível. Mas seguir no Vicente Calderón seria pior, e Milão deve fazer bem ao atleta. Que, após ótimo 2013-14, acabou um tanto supervalorizado e não foi capaz de sustentar patamar alcançado. Apesar de querer a Inter, sai feliz pela troca e será utilíssimo.
Atlético de Madrid
Certamente, quem mais se arrisca ao realizar negócio. Entre resgatar um ídolo e afundar o mesmo, espaço é mínimo. Torres não é mais aquele que rumou ao Liverpool, e justamente por isto "Cholo" pediu sua contratação. Não é segredo que jogo colchonero é extremamente aéreo, seja para forçar ligações diretas, simplesmente marcar gols e facilitar partidas ou defender-se. Conjunto tem muitos recursos para tal, e chegada de "El Niño" significa acréscimo de qualidade neste sentido. Assim, pelo alto e totalmente à sua maneira, técnico argentino pode recuperar o atacante espanhol.
Fernando Torres
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| Clique na imagem para ampliar Alternativas de Simeone: provável 4-4-2; e 4-1-4-1/4-3-3, sem Mandzukic |
Fernando Torres
Situação parecida com a de Cerci: à margem do projeto, pouco aproveitado e querendo ir embora. Volta para casa, ao seu povo. Não chega como titular, terá de conquistar vaga. Porém, sobretudo em jogos grandes e naturais linhas recuadas, ajudará demais. Caracteristicamente, perfeito ao Atléti. Também bastante inteligente, certamente dará novas opções ao coletivo. Recentes fracassos pesam na análise, mas, em aposta pessoal, cravo que irá bem.



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