domingo, 22 de março de 2015

Liverpool padece, United domina e vence clássico

Neste domingo (22), dia de clássicos pela Europa - relembre o último -, Liverpool e Manchester United disputaram o maior da Inglaterra. Extremamente aguardada, partida esteve no nível esperado. Com um 2 a 1, dominantes visitantes abriram cinco pontos de vantagem em relação aos rivais.

Protagonista, Juan Mata comemora (foto: Reprodução)

Liverpool começou em seu rotineiro 3-4-3 (5-4-1 sem a posse), iniciado justamente contra o Manchester United e moldado desde aquele 14 de dezembro. A grande questão foi Adam Lallana como ponta e Raheem Sterling ala - ambos partindo do flanco direito. Completamente presos aos encaixes adversários, Reds tiveram muitas dificuldades para realizar saída e manter circulação durante os primeiros 30'. Dominados e sem a bola, era questão de tempo até imperfeição defensiva se transformar em fator. O que ocorreu quando Ander Herrera localizou grande espaço entre Mamadou Sakho e Alberto Moreno, assistindo ao gol de Juan Mata. Depois, até o fim da 1ª parte, time de Merseyside só criou ao virar uma bagunça.

Para o 2º tempo, ao invés de mudar variações e tentar fugir dos incômodos encaixes, Brendan Rodgers colocou Steven Gerrard no lugar de Lallana. Expulso após 42 segundos, Gerrard atirou seu clube em um buraco ainda maior. Rodgers passou a um 4-4-1 (igual nas duas fases), cedendo diversos espaços e natural contragolpe aos comandados de Louis Van Gaal. Que, de fato, fizeram 2 a 0. Contudo, já com Mario Balotelli e 4-3-2 (também indiferente com ou sem a posse), houve o desconto. Nada que mudasse tanto o cenário, nada que alterasse a parcela de culpa de Brendan.

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O começo do clássico

Manchester United compôs 4-3-3 (4-1-4-1 na fase defensiva), repetindo time que havia derrotado o Tottenham, na exibição mais equilibrada e completa da equipe em 2014-15. A partir de encaixes, conquistou posse e controle por consideráveis minutos - sempre com boas linhas de passe. Se talhando de acordo com o duelo, ligações diretas - sustentadas por Marouane Fellaini - também foram importante saída. Já na etapa final e com superioridade numérica, houve recuo de linhas, afim de futuras transições velozes. Algo que aconteceu com frequência, tendo participação constante de Ángel Di María. Ainda antes do último apito, Daley Blind sofreu pênalti de Emre Can. Logo desperdiçado por Wayne Rooney, encerrando a partida.

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Como terminou o cotejo

Triunfo do conjunto de Manchester coloca, além do próprio Liverpool, Southampton e Tottenham em condições ruins. Não apenas pela tabela, mas muito pela sensação futebolística. United e Arsenal vivem excelentes  momentos, tropeços, neste momento, parecem distantes. Entretanto, na próxima rodada, Sturridge e companhia enfrentarão os Gunners. Entre sonho europeu e pesadelo do fracasso, 90'. Perder estará longe de ser uma alternativa.

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