Não poderia ter voltado de melhor maneira. Este é o pensamento de quem ama e vive futebol, claramente se referindo ao retorno da Bundesliga, ausente desde o penúltimo dia 21. Nesta sexta (30), um espetacular confronto marcou a volta.
Na goleada do Wolfsburg sobre o Bayern de Munique (4 a 1), diversas questões relevantes e uma brecha: ainda pode haver competição neste Campeonato Alemão. Vamos aos fatos.
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| De Bruyne marcou duas vezes e foi destaque (foto: Reprodução) |
No primeiro jogo oficial após a trágica morte de Junior Malanda, Dieter Hecking manteve seu imutável 4-2-3-1 (4-4-1-1 na fase defensiva) e atropelou o líder da competição. Fechando espaços de forma perfeita, dando velocidade às transições e, com poucos toques, evidenciando uma grande fragilidade adversária. Com 4', já vencia e ganhava maior sustentação à seu planejamento específico. Que também era embasado em individualidades, e teve excelente nível de alguns atletas.
Na 1ª etapa, De Bruyne e Perisic alternaram entre centro e lado esquerdo, sempre atacando Rode e os espaços cedidos pelo alemão. Desta forma, o Wolfsburg criou boas chances - e desperdiçou muitas. Porém, de maneira contraditória, fez o 2 a 0 a partir de um cruzamento, após rebote e linda finalização de Bas Dost. Nos 45 minutos finais, mais do mesmo: transições velozes e mortais, contrastando com a lentidão do adiantado sistema defensivo de Pep Guardiola. Show de Kevin De Bruyne, que marcou duas vezes.
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| Clique na imagem para ampliar Movimentações e alternâncias iniciais |
Roda, roda, roda e sempre volta ao 4-3-3 (4-1-4-1 sem a posse). Esta é a tônica do Bayern de Munique, que reproduziu tais variações outra vez. A partir de Xabi Alonso, saída lavolpiana, com internos (Alaba-Schweinsteiger) mudando: ora um se aproximava e liberava outro, ora o contrário. Mais à frente, pontas (Robben-Müller) sempre buscando o meio e deixando corredor aos laterais (Rode-Bernat). Tantos movimentos para, esbarrando na solidez adversária, sair goleado.
Entretanto, antes disto, ainda no intervalo, Guardiola passou seu conjunto ao 3-4-3 (5-4-1 sem a bola). Defensivamente, nada alterado e debilidades ainda visíveis. No setor ofensivo, porém, os bávaros foram mais danosos e fizeram um solitário gol - a partir de desativação defensiva dos lobos. Insuficiente para mudar algo.
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| Clique na imagem para ampliar Como terminou o duelo |
Nem uma vitória, nem uma goleada sobre o líder, nem uma exibição incrível. Nada disto é maior que o falecimento de Malanda, um jovem que prometia muito e, infelizmente, nos deu pouco. Contudo, se havia alguma forma de homenageá-lo em campo, era esta. Junior nunca será esquecido, viverá na memória dos torcedores do Wolfsburg para sempre. Mas, ao menos por alguns instantes, as lágrimas deram lugar ao sorriso. Hoje, tudo foi feito para ele, tudo foi oferecido ao ex-atleta. Pois triunfos passam, Malanda vive.



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