terça-feira, 14 de abril de 2015

Atléti e Real Madrid, com detalhes corriqueiros, não saem do 0

Os confrontos entre Atlético e Real Madrid, atualmente, são extremamente comuns. Até o de hoje, em 2014-15, haviam sido jogados seis. Nesta terça-feira (14), mais uma batalha madrilenha, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Com detalhes já vistos, coisas corriqueiras. Após 90', 0 a 0.

Uma das tantas defesas de Jan Oblak (foto: Reprodução/AFP)

Diego Simeone seguiu com seu imutável 4-4-2 (com ou sem a bola), mostrando, desde o início, que seu objetivo era não sofrer gols. Dando liberdade aos zagueiros rivais, com um pressing que perdurava apenas até Toni Kroos, tinha intenção de obrigar ligações diretas ou forçar erros terrestres - algo já feito em outros clássicos e que atingiu seu ápice na goleada por 4 a 0. Por bons minutos, colchoneros foram capazes de deter avanços da equipe de Carlo Ancelotti, obrigando finalizações mais longínquas. Porém, atascado pelos movimentos brancos, time passou a ceder cada vez mais. Obrigando, assim, seis vitais defesas de Oblak nos primeiros 45'. No fim do 1º tempo, apesar de interessantes detalhes, melhor notícia para Atlético era não ter sido vazado.

Retorno para a metade final, entretanto, foi menos seguro que o esperado. Donos da casa deixaram total defesa posicional, se expuseram e obrigaram transições defensivas - não tão dominadas. Contudo, sobretudo após entrada de Raúl García, jogo direto de "Cholo" funcionou, Mario Mandzukic e Arda Turan cresceram e Atléti foi capaz de criar, também pausando Real Madrid. No final de tudo, ainda que tenham tido nove arremates a menos, comandados de Simeone alcançaram seu principal objetivo: não sofreram gols. Agora, visitantes, as coisas estão à sua maneira.

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Forma como duelo foi iniciado

Real Madrid compôs habitual 4-3-3 (4-4-2 na fase defensiva), com Raphael Varane desde o começo e Pepe no banco. Tendo de ter a posse, brancos fugiram da linha de pressão adversária a partir de bons movimentos e veloz circulação, possuindo, como sempre, Kroos e Luka Modric mais ativos durante a saída. Depois de criar muitas chances, principalmente pelo lado esquerdo, com associações e deslocamentos de Marcelo e James Rodríguez, a parte complementar madridista esteve distante da perfeição. De mais negativo, certas decisões de Sergio Ramos. Que, por erros individuais e com a bola dominada, cedeu algumas ocasiões. Em casa, o contexto futebolístico não será tão diferente deste. O problema é que isto não parece tão bom.

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Como terminou o jogo

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