Neste sábado (11), foi jogado o melhor confronto da rodada de La Liga. Como esperado, Sevilla e Barcelona protagonizaram uma partida excelente. Recheada de detalhes e nuances, uma das mais interessantes da temporada espanhola. No fim, 2 a 2.
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| Dupla blaugrana não conseguiu vencer (foto: Reprodução) |
Sevilla compôs rotineiro 4-2-3-1 (4-4-1-1 sem a bola), tendo tradicional mecanismo: sem a posse, Éver Banega trequartista e Vicente Iborra no double pivot - com ela, o inverso. Isto para tirar o melhor de cada um nas duas fases do jogo. De forma que não atrapalhe transições defensivas, é claro. Porém, pouquíssimo intenso nos primeiros 35', conjunto sevilhano foi incapaz de desfrutar de tal coisa. Neste período, equipe parecia não querer levar encaixes até o fim. Acompanhamentos seguiam apenas até certo ponto, facilitando desmarques e início das jogadas adversárias. A partir daí, pontas rivais eram ativados e sofrimento começava. Após segundo tento barcelonista, contudo, postura se alterou e time de Unai Emery passou a ser competitivo. Tanto que marcou e foi ao intervalo com um 2 a 1.
Para a etapa final, retorno mais descoordenado e aperto à saída do Barcelona. Ainda que menos organizados, sevilhistas - após terminarem 1º tempo com 26% de posse - buscaram equilíbrio. Mais evidente depois de um erro de Luis Enrique. Entretanto, equívoco que permitiu empate acabou sendo de outra pessoa. Faltando poucos minutos para o fim, Gerrard Piqué, de boa atuação e grande 2014-15, falhou duas vezes e cedeu igualdade.
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| Clique na imagem para ampliar Plano inicial |
Barcelona formou usual 4-3-3 (4-1-4-1 na fase defensiva), com Jeremy Mathieu titular e Javier Mascherano no banco. Mudança que buscava deixar dupla de zaga mais física, afim de vencer disputas aéreas. No começo do cotejo, altíssimo nível de intensidade. Visto na veloz circulação e feroz pressing, impedindo que coletivo vivesse longos períodos sem a bola. Sem contar as exibições individuais, com Neymar e seus inúmeros desequilíbrios em destaque. Desta maneira, absoluto controle culé por mais de meia hora. Porém, quando Sevilla dificultou as coisas e ritmo caiu, Barça se viu atascado. O que piorou bastante quando Neymar saiu, dando lugar a Xavi. Lionel Messi deixou de recompor, Andrés Iniesta se transformou em winger e equipe passou a ceder os dois flancos - e fechar espaços em um 4-4-2.
Objetivando maior influência no meio, Luis Enrique contribuiu para destruição de seus comandados. Que, ainda assim, só saíram derrotados por um lance isolado.
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| Clique na imagem para ampliar Panorama final |
Agora, após dar largada a uma sequência que ainda terá PSG e Valencia, Barcelona possui dois pontos de vantagem em relação ao Real Madrid. Até próximo dia 21, muito desta temporada será decidido. Para o Sevilla, ponto garante permanência na luta pela 4ª posição. Além, é claro, de assegurar invencibilidade em casa. Desde março de 2014, ninguém bate time de Emery no Ramón Sánchez Pizjuán.



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